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Ó Srª Engenheira!

Engenheira civil com uma grande afinidade com a sustentabilidade. Nesta minha casa virtual quero partilhar convosco o mundo da construção de uma forma acessível e agradável, a pensar no conforto de todos e no ambiente.

Ó Srª Engenheira!

Engenheira civil com uma grande afinidade com a sustentabilidade. Nesta minha casa virtual quero partilhar convosco o mundo da construção de uma forma acessível e agradável, a pensar no conforto de todos e no ambiente.

O futuro da construção civil

No outro dia, quando estava em obra, falava com o carpinteiro sobre o volume de trabalho que estamos a sentir. "Eu tenho uma equipa de 15 trabalhadores e quase só tenho um por cada obra. Há falta de carpinteiros e olha, vou aproveitando, porque daqui a nada, isto acaba oura vez." - dizia ele.

 

Olhando para a equipa da empresa onde trabalho, temos meia dúzia de jovens portugueses (na casa dos 30 e 40 anos), os outros são de nacionalidade brasileira que vêm em busca de legalização e outros são mais velhos, têm anos de trabalho na construção e estão a desejar a reforma para aliviar o sacrificio que fazem diariamente. Mas são estes, que neste momento estão a garantir que a construção se faça e se faça bem.

 

A geração anterior à minha não vai querer entrar neste mundo de trabalho manual quando têm todo um mundo digital pela frente. É um cenário que fará temer o futuro da construção civil pois é certo que a construção é feita de ciclos e naturalmente, mais ano menos ano, teremos um decéscimo de obras e portanto um factor motivador para procurar trabalho noutras áreas. 

 

Seria importante repensar a forma como se mostra a construção civil às gerações aos mais jovens e aliar  mundo digital aos métodos construtivos e a novas tecnologias para que a construção se continue a fazer cada melhor e se torne numa carreira profissional.

 

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Engenharia no Feminino - SEI by Susana

Hoje, Dia Internacional da Mulher, dou início a uma rubrica chamada Engenharia no Feminino. Com ela pretendo dar a conhecer testemunhos de engenheiras que constroem todos os dias, com garra, determinação e esforço, um mundo cada vez melhor.

 

Susana Lucas, criadora do SEI by Susana, é a minha primeira convidada. Conjuga Sustentabilidade, Engenharia e Inovação num projeto de partilha de conhecimento e ideias para obter o grande objetivo de fazer mais e melhor! A Susana é mais um exemplo feminino que demonstra esforço, resiliência e sucesso no mundo da engenharia.

 

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De uma forma breve, conte-nos o seu percurso profissional?

Depois de tirar a primeira licenciatura, fui logo para doutoramento. Em seguida alguns anos em obras de ETAR, tanto no dono de obra, como na fiscalização e também projeto, por isso no entretanto especializei-me na área tanto com a licenciatura em engenharia civil, como mestrados e pós-graduações. Entretanto comecei a dar aulas no ensino superior, fiz o segundo doutoramento, e sou consultora individual.



Porque escolheu tirar engenharia civil depois de engenharia química?

Porque profissionalmente comecei a ter trabalhos de acompanhamento de obras nas ETAR e gosto muito de aprender.



Foi difícil entrar no mercado de trabalho? 

Acho que não, foi tudo acontecendo. Acreditei e fui aproveitando as oportunidades.

 

 

Tem estudado e trabalhado muito em projetos e iniciativas, viaja e conhece outras perspetivas e ações. Acha que Portugal está num bom caminho para a sustentabilidade na construção? 
É um caminho longo, mas considero que cada vez mais existe interesse e necessidade, por isso vamos a isso!

 


Que projeto ou projetos lhe deu mais satisfação em participar até agora?

Num dos projetos de ETAR, em que estava no dono de obra, em que consegui que o projeto fosse mais sustentável, sendo o projeto do empreiteiro (empreitada de conceção-construção) e sem custos adicionais.

 

 

Para si a construção será um dia algo bem mais evoluído? Não falo em termos de produtos e tecnologias, falo mesmo na questão de obra e mão de obra qualificada? Que pontos deveriam ser melhorados? Tem alguma situação caricata que nos possa contar?

Já há algum tempo que não estou em obra mas considero que será sempre um desafio porque são pessoas com diferentes qualificações a fazerem para o mesmo.

Uma vez numa obra questionei alguém que estava a executar algo mal e disse-me: mas Engenheira eu fiz sempre assim… e respondi: então fez sempre mal e expliquei numa linguagem simples o porquê! E rimos os dois.

 

Ser mulher é uma grande vantagem numa área em que conseguir fazer várias coisas ao mesmo tempo é uma mais-valia!

 

 

Assistimos a programas televisivos que publicitam marcas de empresas de venda de materiais de construção e o DIY e mostram o quão fácil e rápido pode ser feita uma obra. Para todos os que são leigos nestas matérias da construção e da sustentabilidade na construção, que papel nós engenheiros deveríamos ter para a sensibilização destes temas e de certa forma mostrar a realidade desta área? 

Gosto sempre de explicar como fosse eu que estivesse a ouvir. Se nós nos aproximarmos da linguagem e expetativas dos outros, torna-se sempre mais fácil passar a mensagem. Os engenheiros têm que ser a “ponte” entre a parte técnica e o que as pessoas realmente precisam (que por vezes não é o que querem, por isso tem que ser explicado de uma forma simples).

 


É orientadora de teses de mestrado. Que dicas poderia dar a quem, como eu, está no início da elaboração da Tese Final de Mestrado? 
Tem que ser um tema que realmente se identifiquem, que gostem, para conseguir ir até ao fim. De preferência quanto mais prático, ou aplicável, mais atrativo será.



Como é para si estar numa área maioritariamente de homens? Acha que ainda há discriminação de género? Teve alguma situação constrangedora ou de discriminação?
Discriminação considero que existe e vai existir sempre. Contudo as pessoas menos qualificadas são as que nos respeitam mais. Já tive um colega, Engenheiro, que me disse: Você não é Engenheira… ao qual respondi: tem toda a razão, tenho duas licenciaturas de engenharia e estou inscrita nos dois colégios e tenho um doutoramento (na altura só tinha um), mas considero que era falta de respeito da minha parte obrigar a tratar-me por Doutora Engenheira Engenheira, por isso se me tratar apenas por Engenheira está tudo bem.



Que conselhos pode dar a mulheres (engenheiras ou não) que ainda não entraram no mercado de trabalho? E às que, como eu, ainda tropeçam constantemente à procura do seu "lugar ao sol"?

Que tentem fazer o que gostem. O “lugar ao sol” considero que não existe. Existe estarmos sempre a ver o lado positivo da situação que temos. O tropeçar vai acontecer sempre em toda a carreira profissional, mas isso é bom, faz crescer e faz querermos ser cada vez melhores.

 

 

Diga-me uma frase inspiradora de mulher engenheira para mulher engenheira.

Para mulheres que gostem de aprender – sempre – evoluir, partilhar conhecimento, a Engenharia é do melhor que existe! Ser mulher é uma grande vantagem numa área em que conseguir fazer várias coisas ao mesmo tempo é uma mais-valia!

Como uma vez alguém me disse ter um Engenheira em obra é sempre vantajoso porque ninguém lhe dá uma palmadinha nas costas!

 

 

Muito Obrigada Susana.

Espero que como eu tenham gostado deste testemunho no feminino.

 

 

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Iluminar espaços sem janelas

Divisões em casa sem janelas implica carregar no interrutor e ligar a luz seja dia ou noite, para estes casos existem os "túneis" de luz. Estes sistemas permitem captar a luz natural através de uma cúpula transparente que se instala na cobertura do edificio e contém um dispositivo óptico que redireciona a luz solar para o interior do tubo circular super-reflectivo. Mesmo em dias nublados.

 

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(imagens daqui)

 

Já tive experiência de obra com este produto e é realmente fantástico a iluminação que dá ao espaço.

 

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